Eu pude sentir o mundo acabar dentro de mim e ainda assim continuar vivendo. Engraçado é que quanto mais eu acho que sei o que eu sinto, mais desconheço meus sentimentos e emoções. Comprovei isso ontem, ao vê-lo. Foi uma surpresa e tanto encontrá-lo, porém, o que mais me surpreendeu foi meu estado de choque. Eu tentava me concentrar no açaí que eu estava pedindo enquanto esperava minhas amigas, mas de repente tudo ao meu redor parecia se dissipar. Olhar nos olhos de quem eu só vi duas vezes na vida, contando com essa, três, e ficar sem rumo, é um tanto constrangedor. Sinto-me desolada, não consigo entender o motivo do meu batimento cardíaco aumentar e de minhas mãos não conseguirem cessar aquela tremedeira. Tudo bem, esse parece mais um texto de amor. Entretanto, não é. Eu não gosto de ninguém! Faz muito tempo que eu não me via desnorteada por alguém. Por um lado, sinto-me culpada por ter deixado isso acontecer. Contudo, onde é que se aprende a controlar o incontrolável? Onde é que se aprende a não admirar um sorriso encantador e um olhar que parece roubar o brilho das estrelas? É, isso não dá para aprender. Todavia, terei que inventar algum modo de fazer esquecer o que nunca era para ter entrado em meus pensamentos. E agora estou eu aqui, escrevendo esse texto porque simplesmente eu não consigo mais pensar em nada, a não ser nele. Pensei que talvez escrevendo esse sentimento pararia de transbordar. Escrever sempre regula minhas emoções, tira o nó que fica entalado na garganta, ou melhor, nó do coração. Após comprovar que existe mais afetos do que eu poderia perceber, farei como sempre fiz. Ignorar. É mais fácil e não causa dor de cabeça. Já que demorou tanto para vê-lo uma terceira vez, provavelmente demorará mais ainda para uma quarta. Até lá eu já aprendi que ele não faz parte de mim.
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20 outubro 2013
Um açaí e 1001 emoções
Eu pude sentir o mundo acabar dentro de mim e ainda assim continuar vivendo. Engraçado é que quanto mais eu acho que sei o que eu sinto, mais desconheço meus sentimentos e emoções. Comprovei isso ontem, ao vê-lo. Foi uma surpresa e tanto encontrá-lo, porém, o que mais me surpreendeu foi meu estado de choque. Eu tentava me concentrar no açaí que eu estava pedindo enquanto esperava minhas amigas, mas de repente tudo ao meu redor parecia se dissipar. Olhar nos olhos de quem eu só vi duas vezes na vida, contando com essa, três, e ficar sem rumo, é um tanto constrangedor. Sinto-me desolada, não consigo entender o motivo do meu batimento cardíaco aumentar e de minhas mãos não conseguirem cessar aquela tremedeira. Tudo bem, esse parece mais um texto de amor. Entretanto, não é. Eu não gosto de ninguém! Faz muito tempo que eu não me via desnorteada por alguém. Por um lado, sinto-me culpada por ter deixado isso acontecer. Contudo, onde é que se aprende a controlar o incontrolável? Onde é que se aprende a não admirar um sorriso encantador e um olhar que parece roubar o brilho das estrelas? É, isso não dá para aprender. Todavia, terei que inventar algum modo de fazer esquecer o que nunca era para ter entrado em meus pensamentos. E agora estou eu aqui, escrevendo esse texto porque simplesmente eu não consigo mais pensar em nada, a não ser nele. Pensei que talvez escrevendo esse sentimento pararia de transbordar. Escrever sempre regula minhas emoções, tira o nó que fica entalado na garganta, ou melhor, nó do coração. Após comprovar que existe mais afetos do que eu poderia perceber, farei como sempre fiz. Ignorar. É mais fácil e não causa dor de cabeça. Já que demorou tanto para vê-lo uma terceira vez, provavelmente demorará mais ainda para uma quarta. Até lá eu já aprendi que ele não faz parte de mim.
13 setembro 2013
Begin Again
Lá estava eu me preparando para mais um sábado a noite. Pintando minhas unhas, meu pensamento era vago, nada me chamava a atenção. Coloquei uma play list romântica qualquer, e comecei a focar nas batidas de cada canção. Até que eu finalizei com minhas unhas, e fiquei parada em frente ao notebook. Ouvindo a música da Taylor switt, "Walked in expecting you'd be late, But you got here early... ♪". Comecei a pensar em tudo, não necessariamente tudo, mas lembrei das pessoas que eu amo amando outras pessoas, felizes. Recordei de ontem, andando de bicleta pela avenida, tirando o óculos e o colocando na cestinha após avistar uma ex paixão, que por certo nem me viu. Voltei ao sábado retrasado, sentada na cama com uma vasilha cheia de pipoca e um copo de suco ao lado me fazendo companhia, filme comédia romântica, como não. Calma, isso não é um texto de uma pessoa carente. Longe de mim, até porque não sou dessas pessoas que não sabem viver sozinhas. Eu nunca precisei de algo para me abraçar, além de um pelúcia que uma de minhas melhores amigas me deu. Ok, esse não foi um de meus melhores exemplos. Pelúcia, mas você ainda dorme com pelúcia? Durmo. E daí? Infantil? Pense o que quiser. É mania. Eu gosto. Estou feliz assim. Eu ainda escrevo em diário (que não é tão "diário" assim, já que faz dias que não escrevo nada). Gosto de tarde na beira da orla, de tomar um sorvete em dia de sol com as amigas. Sei lá, me satisfaço assim. No meu canto. Acabei perdendo o rumo do tema que eu queria escrever a princípio. Amor, casais. Nem sei porque gosto tanto de escrever sobre isso. É sem querer, quase que espontâneo. É ironia, eu sei. Logo eu, que estou tão distante de ir ao cinema de mãos dadas ou de ter alguém para ligar para dizer apenas "boa noite". Mas as pessoas ao meu redor me inspiram. Acho lindo, o amor assistido enche meus olhos. É mais confortável admirar, não dói, não fere. É tão bom escutar histórias "A primeira vez que eu o vi..." ou então "nosso primeiro beijo...". É, gente, esses dias eu descobri esse meu mal. Sonhadora, que gosta de coisas inalcançáveis. Gosto de idealizar, estar na plateia esperando por algo que talvez não exista. Eu sou uma daquelas pessoas chamadas "românticas". Casualmente, uma video aula de literatura me descreveu. Foi ai que eu não me senti sozinha. Meu jeito, meu instinto nasceu no século XVIII. Apesar de não ser daquelas pessoas que dizem "eu nasci na época errada". Gosto de saber que tenho algo daqueles tempos, mas ainda sim vivo nesse mundo atual. Onde coisas valiosas são quase que imperceptíveis aos olhos dos despercebidos, que não enxergam, não sentem, o que eu vejo e sinto. Enfim, acho que me estendi demais. É que eu me empolgo. Ainda estou escutando aquela música da Taylor, porque já apertei o play umas 5 vezes, ou mais não sei, para alimentar a minha inspiração. Deixo vocês com ela "‘Cause you throw your head back laughing like a little kid ... ♪"
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